Filtros de Partículas: como prevenir avarias?

Os dispositivos filtros de partículas são uma das formas de combate à poluição nos automóveis. Porém, causam hoje grande parte das avarias nos motores a Diesel. Neste artigo, dizemos-lhe o que deve fazer para minimizar as avarias neste componente.

O porquê dos filtros de partículas...

Filtros de partículas (também conhecidos como DPF ou FAP) surgiram nos motores Diesel por volta do ano 2004, com vista à diminuição das emissões de partículas de fuligem (PM). A norma Euro 4, que entrou em vigor em 2006, restringiu bastante as emissões de poluentes para a Atmosfera, como são os casos das partículas de fuligem. A partir dessa data, grande parte dos construtores sentiram a necessidade de equipar os seus motores com sistemas de despoluição, ao nível dos gases de escape, sob pena de não obterem homologação europeia. Foi então que surgiram os DPF.

O que é um filtro de partículas?

Um filtro de partículas é um elemento mecânico colocado na linha de escape, construído à base de carboneto de silício, e que retém as partículas de fuligem, até que aconteça a chamada “regeneração” do DPF. Esta regeneração consiste em incinerar as partículas de maior dimensão, reduzindo-lhes o tamanho e tornando-as inofensivas para os seres vivos. Esta incineração acontece a uma temperatura que ronda os 650ºC ao nível do DPF. Para atingir tamanha temperatura, os motores utilizam estratégias de funcionamento, como é o caso da injeção de gasóleo no tempo de escape, gasóleo este que para mais nada serve do que aquecer a linha de escape.

O filtro de partículas do meu carro tem manutenção programada?

Existe hoje um sem número de sistemas no mercado, pelo que a resposta a esta questão não pode ser direta. Motorizações como o caso dos Peugeot-Citroen (e todos os derivados das suas parcerias, como alguns Ford e Volvo), preconizam a substituição do DPF a uma determinada quilometragem. Mais, existe ainda um produto consumível, o aditivo do filtro de partículas, ou cerina, que vai sendo consumido ao longo do tempo, necessitando de ser reposto a uma determinada quilometragem. Note que este aditivo nada tem a ver com o AdBlue. Este dispositivo será abordado num próximo post.

Assim, aconselhamos o leitor a procurar um parecer técnico junto dos nossos assessores de serviço.

A manutenção e diagnóstico destes dispositivos requer ainda a utilização de ferramentas de última geração, de modo a permitir uma intervenção de qualidade.

O que devo fazer para aumentar a durabilidade do meu DPF?

O primeiro conselho que lhe podemos deixar, começa pela escolha acertada do carro para a utilização que faz no dia-a-dia. Grande parte dos utilizadores de veículos com filtros de partículas, utilizam-nos para os seus pequenos trajetos citadinos. Esta é a principal causa de avarias nos DPF. Estes dispositivos necessitam de trajetos frequentes em estrada ou auto-estrada, de modo a conseguirem realizar as regenerações por completo. Regenerações incompletas dão origem a colmatação rápida do filtro, e aumento da diluição de gasóleo no óleo, que pode levar à sua destruição do motor.

Ou seja, um carro com filtro de partículas não deve ser utilizado por quem faça poucos quilómetros diários, e esses mesmos quilómetros sejam realizados em percursos citadinos. Talvez nestes casos, a melhor opção passará pela utilização de um veículo a gasolina…

O segundo conselho que lhe podemos deixar, é o encurtar dos períodos de manutenção do seu carro, fazendo-o no máximo de ano a ano. Certo é que, por motivos de ordem comercial, os fabricantes preconizam as revisões muito espaçadas no tempo. Este fator leva a problemas graves nos sistemas de despoluição, como é o caso dos filtros de partículas.

Revisões frequentes, e com utilização dos lubrificantes indicados são atualmente a melhor arma para combater avarias nos filtros de partículas. A utilização de lubrificantes, que embora muito mais baratos, não garantem as especificações dos construtores, levam à deterioração dos elementos de combate à poluição, e consequente aumento da fatura de reparação destes componentes.

Outro dos conselhos passa pela utilização de aditivos de combustível, que visam facilitar a tarefa de incineração das partículas de fuligem. É sabido que a qualidade dos combustíveis que utilizamos pode levar a danos nos sistemas de alimentação e despoluição, pelo que a utilização de aditivos que melhoram as suas prestações é um bom investimento.